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Lista das dissertações dos alunos do ProfHistória



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Foram encontrados 408 registros

Autor Título da Dissertação Ano Orientador Instituição
PRISCILA CABRAL DE SOUSA MEMÓRIAS E NARRATIVAS BIOGRÁFICAS DE MULHERES DE BALSAS - MA: ESTRATÉGIAS PARA O ENSINO DE HISTÓRIA 2021 VERA LÚCIA CAIXETA UFT
Resumo
O presente trabalho tem por objetivo combater a lógica androcêntrica que pauta o ensino de história e abordar os seus conteúdos a partir do presente e do local. Para tanto, a ênfase na História das Mulheres, tendo narrativas biográficas femininas como ponto de partida, fez-se fundamental. Observações realizadas no ambiente escolar demonstraram que no ensino fundamental o Ensino de História ainda é marcado pela primazia do masculino, do passado e do mundial. Reflexões feitas acerca desse cenário demonstraram que as mulheres são figuras secundárias nos eventos históricos, nos livros didáticos e em muitos momentos no meio social. Logo, atribuir às mulheres seu papel de direito – de sujeitas da história – exige reconhecer e enfatizar a importância dos conhecimentos da disciplina para a construção de uma sociedade justa, democrática e igualitária. Infere-se, portanto, a relação entre essas abordagens e algumas problemáticas que permeiam a prática pedagógica no campo da disciplina histórica. Nessa perspectiva, foi proposta às alunas e aos alunos do nono ano de uma escola pública no município de Balsas - MA, a produção de biografias a partir de dois procedimentos: um, que utilizou a entrevista, técnica da História Oral, para escrever a história de vida das mulheres do local; e o outro, que através da pesquisa bibliográfica, resultou em narrativas da trajetória de diversas personalidades femininas. A análise do processo de produção das narrativas de mulheres que residem na localidade apontou possibilidades de abordagem de diversas temáticas, costumeiramente realizadas a partir da atuação de indivíduos distantes da realidade das(os) estudantes tanto no tempo quanto no espaço. Além disso, explorar a construção discursiva do Eu através das autobiografias das alunas, ampliou o horizonte das abordagens da História em sala de aula. O desenvolvimento desse trabalho oportunizou a organização de um produto final que consistiu na elaboração de Abordagens Temáticas formuladas com base nas sequências executadas. Trata-se de proposições de formas de ensinar a História das Mulheres que podem ser aplicadas ao longo do ano letivo e dentro da grade curricular do nono ano. Essas propostas permitem a aprendizagem e tornam os conhecimentos da História mais significativos na medida em que deixa evidente o vínculo entre o passado e o presente. Diz-se, portanto, que os procedimentos realizados favoreceram a aprendizagem histórica e atendem às finalidades dessa disciplina.
Palavras-chave
ProfHistoria, Ensino de História, Mulheres de Balsas, Biografias, Aprendizagem Histórica, Memória e narrativas de vida. Resumo:
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DISSERTAÇÃO
Autor Título da Dissertação Ano Orientador Instituição
CRISTIANO APARECIDO MENDES A ESCOLA PÚBLICA COMO PALCO DE UMA GUERRA NÃO DECLARADA: O DISCURSO ANTICORDIAL DO RAP E DA LITERATURA PERIFÉRICA NO ENSINO DE HISTÓRIA 2021 CLÉBER SANTOS VIEIRA UNIFESP
Resumo
Trata-se de uma pesquisa bibliográfica com abordagem teórica e cunho pedagógico que pretende (re)pensar a Pedagogia, o ensino e a aprendizagem a partir da disciplina de história e seu processo de formação de alunos enquanto sujeitos dessa ação. Para tanto, leva em consideração o conhecimento prévio dos educandos e se utiliza da cultura dos mesmos numa tentativa de melhorar a prática docente. A partir deste conceito, o Hip Hop, de modo geral, o Rap mais especificamente, e a Literatura Periférica, como confluente de ambos, surgem como catalisadores dessa possível forma de fazer pedagógico. A pesquisa teórico-bibliográfica partirá da história do Hip Hop, onde será dada a base para que o professor/leitor possa entender os mínimos conceitos e a importância histórica e social deste movimento, bem como a apropriação literária feita por jovens escritores da periferia paulistana, que potencializaram o discurso anticordial do Rap, seu mais proeminente elemento. Num segundo momento, a investigação analisa teóricos da educação que procuram repensar a prática docente a partir de outras pedagogias. É o caso de Miguel Arroyo, com sua ideia de “Pedagogia dos Movimentos Sociais” e Nilma Lino Gomes, com a descolonização do currículo, além de pensadores voltados ao ensino de história. Por fim a discussão voltar-se-á, especificamente, para objeto da pesquisa: o livro “A Guerra Não Declarada na Visão de um Favelado”, do rapper e ativista Eduardo (Volumes I e II). Ao todo, a obra contém 1.280 páginas, traçando uma narrativa contundente sobre os problemas que afetam a periferia, a negritude, as mulheres, etc, de uma forma determinada, imperativa e, até mesmo, agressiva, pois Eduardo escreve com a cólera de um rapper que não consegue observar os acontecimentos de forma acrítica ou sem uma análise mais aprofundada. E é essa linguagem do Rap, que afeta e sensibiliza grande parte dos alunos oriundos da periferia, que será tratada aqui da forma como se expressa, ou seja, através da anticordialidade típica de quem exige direitos.
Palavras-chave
Pedagogia, Ensino de História, Rap, Literatura Periférica e Anticordialidade.
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Dissertação
Autor Título da Dissertação Ano Orientador Instituição
FRANCILENE DE SOUZA TAVARES IMPRENSA NEGRA E ENSINO DE HISTÓRIA: O DEBATE SOBRE A QUESTÃO RACIAL EM SÃO PAULO NA PRIMEIRA REPÚBLICA 2021 DENILSON BOTELHO DE DEUS UNIFESP
Resumo
Partindo da perspectiva de que a imprensa é um agente histórico e político, buscamos evidenciar como os periódicos produzidos pelos e para os negros, abordando uma temática negra, denunciavam o racismo, o preconceito e a discriminação racial a qual homens e mulheres estavam sujeitos no início do século XX em São Paulo. Através da análise das crônicas publicadas no jornal A Liberdade - órgão dedicado à classe de cor, crítico, literário e noticioso foi possível refletir sobre as vivências e experiências dessa população em São Paulo, uma vez que esses periódicos constituíram-se como uma voz coletiva da população negra em prol da garantia da cidadania e na busca da efetivação dos seus direitos. Por fim, considerando a especificidade do ProfHistória, buscamos apontar as possibilidades pedagógicas do uso da imprensa negra em sala de aula, destacando que esses veículos de informação tornaram-se os principais instrumentos da população negra para refletir acerca da discussão racial posta na cidade de São Paulo naquele momento.
Palavras-chave
ProfHistória, Imprensa Negra, Intelectuais Negros, Pós-abolição.
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Dissertação