• Quem é Quem - Profhistória
  • Facebook
  • Youtube

Lista das dissertações dos alunos do ProfHistória



Limpar

Foram encontrados 408 registros

Autor Título da Dissertação Ano Orientador Instituição
ZILMA MARTINS DE MOURA O ENSINO DE HISTÓRIA LOCAL: IMAGENS E RELATOS DE MULHERES DE RIO BRANCO (1960/1970) 2020 CARLOS EDINEI DE OLIVEIRA UNEMAT
Resumo
Esta dissertação foi elaborada com o objetivo de realizar um estudo de História Local sobre o cotidiano das mulheres na Colônia Rio Branco-MT nos anos de 1960 e 1970, por meio de fontes iconográficas e relatos de experiências para a produção de um guia de atividades de ensino de História destinado à educação básica, dessa forma, se estabeleceu a conexão entre a pesquisa e o ensino de História. Uma breve discussão sobre historiografia, por meio das leituras de José de Assunção Barros, Silvia Helena Zanirato e Michel Certeau e sobre o ensino de História, dialogando com Circe Maria Fernandes Bittencourt, Selva Guimarães Fonseca, Flávia Eloisa Caimi, Maria Auxiliadora Schmidt, entre outros autores. As leituras de Boris Kossoy, Solange Ferraz de Lima e Vânia Carneiro de Carvalho foram fundamentais para desenvolver as análises das fotografias e de Ecléa Bosi, Verena Alberti e Alistair Thomson que clarearam os caminhos da História Oral e deram suporte para compreender o funcionamento da memória. Para nortear a pesquisa oral, foi proposto os seguintes questionamentos: Como narram as mulheres de Rio Branco o tempo vivido durante colonização recente? O que é marcante em suas narrativas? Para compreender o cotidiano das mulheres colonas as autoras Margareth Rago, Cristina Scheibe Wolff e Tereza de Lauretis foram fundamentais. Durval Muniz de Albuquerque inspirou a historicizar as relações formais e informais, fundamentais para compreender a História Local. José de Souza Martins evidenciou a necessidade de perceber a formação do espaço habitado nas e para as subjetividades humanas. Tais autores fortaleceram a ideia de análise da colonização de Rio Branco-MT pelo viés da História cultural. Stuart Hall e Jörn Rüsen auxiliaram na análise das imagens e dos relatos no sentido de discutir a questão da multiculturalidade e identificação alocadas no município. Alcir Lenharo, João Carlos Barrozo, Elizabeth Madureira Siqueira e Regina Beatriz Guimarães Neto possibilitaram situar alguns fatos sobre a colonização em Mato Grosso no século XX. Como produto final, a elaboração de um guia de atividades de ensino de História como uma proposta que visa a instrumentalização do ensino de História local por meio das fontes iconográficas e dos relatos orais, estimulando as aprendizagens e partindo do espaço de vivências dos discentes. Para compô-lo, contamos com as leituras de autores que aprimoraram os conhecimentos sobre História Local e o uso das fontes na sala de aula, como Selva Guimarães Fonseca, Thaís Nívia de Lima Fonseca e Circe Maria Fernandes Bittencourt. No eixo temático Identidade debatemos sobre o multiculturalismo presente no município, herança da sua ocupação. No eixo Produção, comercialização e trabalho na colônia Rio Branco, buscou analisar a produção e circulação de mercadoria, atentando-se para a presença feminina na economia da colônia. O eixo temático Natureza, ambiente e saúde abriu um leque de discussões de conhecimento interdisciplinar sobre os recursos hídricos e uma análise de precariedades sanitárias e de assistência à saúde em ambientes de colonização
Palavras-chave
ProfHistória; Ensino de História; Guia Didático; Mulheres; Colonização
Link
Dissertação
Autor Título da Dissertação Ano Orientador Instituição
FRANCISCA NETA NUNES A HISTÓRIA LOCAL COMO METODOLOGIA DO ENSINO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA: UMA EXPERIÊNCIA A PARTIR DAS MEMÓRIAS DAS MULHERES DA COLÔNIA RIO BRANCO (1960-1970) 2020 OTÁVIO RIBEIRO CHAVES UNEMAT
Resumo
O presente trabalho promove uma discussão sobre a inserção da história local como metodologia no ensino de História da Educação Básica, a partir da memória de mulheres que participaram do processo de colonização da Colônia Rio Branco-MT, nos anos de 1960 e 1970. No âmbito desta pesquisa, a história local foi selecionada como recorte metodológico para refletir sobre os espaços de experiências, de memórias, e, sobretudo, para evidenciar a participação das mulheres na construção social: seus papéis, suas funções, suas tarefas diárias e seus espaços de atuação dentro da ocupação territorial da Colônia Rio Branco-MT. Partindo dessas escolhas, a articulação entre memórias de mulheres e a história local foram construídas buscando demostrar como a vida privada está imbricada na permanência e conservação de práticas culturais dos antepassados, ao mesmo tempo em que a produção social da existência é permeada por práticas e táticas de sobrevivência na vida pública. Para tanto, foram coletados nos arquivos da Prefeitura Municipal de Salto do Céu-MT, no acervo do NUDHEO/UNEMAT/CÁCERES-MT e nos arquivos pessoais dos moradores do mencionado município, as fontes documentais que pudessem dialogar com a oralidade, tendo como recorte teórico-metodológico o contraponto entre a narrativa memorialista considerada oficial pelo poder público e as memórias das mulheres, identificando suas experiências de vida nos diferentes momentos do processo de migração e colonização da Colônia Rio Branco. Foi utilizada a metodologia da história oral, visando analisar os dados e informações obtidas para o desenvolvimento desta dissertação de Mestrado. Com os resultados da pesquisa foi possível perceber a história local como um lugar de construção social, como espaço cotidiano onde se estabelece diferentes relações sociais entre pessoas comuns que vivem experiências individuais e coletivas e compartilham memórias sobre o conjunto destas experiências. Atendendo a um dos requisitos do Programa de Mestrado Profissional em Ensino de História – PROFHISTÓRIA –, foi elaborado uma proposta metodológica de Estudo do Meio, com a finalidade de subsidiar práticas docentes no Ensino Fundamental da Educação Básica. Por se tratar de ensino de História, a proposta metodológica elaborada como produto final da dissertação leva em conta alguns princípios importantes, que correspondem às finalidades apresentadas nos dispositivos curriculares vigentes acerca do Ensino Fundamental da Educação Básica, às discussões teóricas relacionadas às novas abordagens historiográficas e ao ensino de História promovido no Brasil a partir da década de 1980 e, que visam ampliar os objetos de estudo, os temas, os problemas e as fontes históricas utilizadas em sala de aula. Assim, o Guia para Professores – Material Didático-Pedagógico de Estudo do Meio, será disponibilizado no site do PROFHISTÓRIA, visando atingir o maior número de pessoas interessadas na pesquisa
Palavras-chave
ProfHistória. Ensino de História. História Local. Memória de Mulheres.
Link
Dissertação
Autor Título da Dissertação Ano Orientador Instituição
SIMONE CARNEIRO DA SILVA DE LAGOA DAS CONCHAS A SANTA RITA DO TRIVELATO: MEMÓRIAS, NARRATIVAS E ENSINO DE HISTÓRIA LOCAL 2020 OSVALDO MARIOTTO CEREZER UNEMAT
Resumo
O município de Santa Rita do Trivelato teve sua origem no contexto das políticas fundiárias de ocupação do norte do Estado de Mato Grosso, na década de 1970. O lugar que anteriormente era conhecido como Lagoa das Conchas foi colonizado por pequenos camponeses vindos do sul do país, mais especificamente do Paraná. Estes camponeses foram seduzidos pela promessa de terras férteis e baratas, ao mesmo tempo em que se viam obrigados a vender suas áreas no sul do país para os grandes latifundiários que estavam promovendo a mecanização da agricultura e ampliação das áreas de cultivo. No contexto da Doutrina de Segurança Nacional, cujo lema era “Integrar para não Entregar” por meio da representação elaborada sobre a “Fronteira Agrícola” que era anunciada como “terras livres” do estado, muitos migrantes deixaram suas famílias e uma vida de incertezas para plantar nas novas terras mato-grossenses sonhos e realizações. A Vila Trivelato era apresentada como o lugar das oportunidades, onde o progresso e o desenvolvimento já estavam acontecendo. A construção da BR -163 que passaria pela vila era esperada com muita expectativa, além da rodovia, a vila ainda seria contemplada com a construção de uma usina hidrelétrica no rio Teles Pires. Essa imagem construída pela Colonizadora Trivelatto, divulgada por meio dos corretores e da propaganda nas cidades do estado do Paraná, fomentou a colonização da Vila de Trivelato. No entanto, as dificuldades encontradas pelas primeiras famílias que chegaram a Vila de Trivelato fizeram com que muitos colonos desistissem de suas áreas, iniciando a segunda fase da colonização da vila. Dessa forma, existem na cidade dois grupos que requerem para si o lugar de pioneiros, forjando uma disputa entre a memória oficial representada no discurso daqueles que foram beneficiados pelo empreendimento, e a memória daqueles que não aceitam a memória oficial, contestando e questionando os discursos elaborados pelos grupos dominantes. A memória oficial busca criar uma identidade coletiva para os moradores da cidade, as falas dessa memória reforçam a cidade como terra das oportunidades, passando uma mensagem de que todos os que trabalham e são disciplinados conseguem vencer as dificuldades, sobretudo as financeiras, saindo da condição de empobrecidos emergindo um discurso que não representa as famílias que dizem ter chegado primeiro ao lugar e não tiveram sucesso com e na colonização. Ao estudar sobre a história local de Santa Rita do Trivelato ficou evidenciada a possibilidade de trabalhar nas aulas de história da rede municipal o ensino de história voltado para as narrativas produzidas pelos moradores da cidade, compreendendo como as narrativas que foram criadas tinham como objetivos instituir verdades e compondo uma história única, sem indagações e questionamentos. E a partir do trabalho com as fontes orais, elaboraremos outras histórias, outros enredos e outros significados.
Palavras-chave
ProfHistória, ensino de história, memória
Link
Dissertação