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Lista das dissertações dos alunos do ProfHistória



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Autor Título da Dissertação Ano Orientador Instituição
ALINE DE SOUSA LIMA IMPRESSO, ESCOLA E ENSINO DE HISTÓRIA NO ESTUDO DA COLEÇÃO DE LIVROS FUNDADORES DA AMÉRICA LATINA. 2019 MARIA RITA DE ALMEIDA TOLEDO UNIFESP
Resumo
Essa dissertação de mestrado se propõe a um estudo sobre o Ensino de História no tocante a América Latina partindo do material paradidático de ensino de história da América, a coleção Fundadores da América Latina. Essa coleção de livros foi publicada em 2008 pela Fundação Memorial, Fundo de Desenvolvimento da Educação (FDE) e pela SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO (SEE/SP) para as escolas da rede pública estadual de ensino. A coleção Fundadores da América Latina é composta por seis volumes autorais, em formato bilíngue, português e espanhol, pensada como iniciativa para divulgação e conhecimento das questões latino-americanas nas escolas públicas da rede estadual de São Paulo. Assim, este estudo se propõe a realizar uma análise do projeto político, pedagógico e editorial desta publicação em diálogo com o ensino de história, segundo bibliografia sobre história do livro e das coleções.
Palavras-chave
Palavras-chaves: Coleção de Livros; Ensino de História; América Latina; ProfHistória
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Dissertação
Autor Título da Dissertação Ano Orientador Instituição
MAURICÉLIA MEDEIROS SILVA GUIA DE FONTES PARA PROFESSORES: O PROCESSO DE LIBERDADE DOS AFRICANOS E AFRO-BRASILEIROS EM SÃO LUIZ DE CÁCERES, 1874-1888 2018 MARLI AUXILIADORA DE ALMEIDA UNEMAT
Resumo
Esta dissertação de mestrado intitula-se “Guia de Fontes para Professores: O Processo de Liberdade dos Africanos e Afro-Brasileiros em São Luiz de Cáceres, 1874-1888”, o objetivo principal é contribuir para que o professor da Educação Básica possa complementar suas atividades didático-pedagógicas com base na Lei 10.639/03. O ponto de partida desse estudo foi a nossa prática de trabalho com documentos históricos em sala de aula na Escola Estadual Onze de Março – Cáceres, Mato Grosso. Pretende-se, desta forma, socializar junto a demais professores a valorização da prática interdisciplinar, o incentivo nos jovens para a interpretação de forma crítica dos conteúdos das fontes históricas e propor análises que possam reelaborar as suas percepções sobre o senso comum. As atividades com as fontes que constam no “Guia para Professores” (produto), que faz parte desta pesquisa tem o propósito de demonstrar o caminho trilhado na aplicabilidade da Lei 10.639/03, ancorado no uso da historiografia sobre a escravidão africana e afro-brasileira, cujas abordagens vão além do óbvio sofrimento, da violência e da coisificação escrava. O referencial teóricoconceitual utilizado traz abordagens no âmbito da História Cultural e História Social – dialogando com a historiografia sobre o Ensino de História. O uso de fontes históricas nas aulas de História justifica-se pela sua importância em levar os alunos a reflexão sobre a sua própria realidade vivenciada e a inserção na sociedade. É nosso compromisso na condição de professora de História apresentar aos alunos diferentes interpretações históricas do passado. Os documentos são vestígios de uma época, das formas de sociabilidades de sujeitos históricos que, na maioria das vezes, foram invisibilizados nas narrativas da História ensinada. O Ensino da História dos africanos e afro-brasileiros em São Luís de Cáceres, Província de Mato Grosso, no período de 1874-1888, será estudado através de fontes históricas selecionadas no Arquivo Público do Estado de Mato Grosso (APMT), no Núcleo de Documentação de História Oral e Escrita/Universidade do Estado de Mato Grosso (NUDHEO/UNEMAT) e na Biblioteca Nacional/Rio de Janeiro (BN). Este corpus documental compõe-se de Cartas de Alforrias (Fundo: Cartório do 1º Ofício), jornal O Atalaia (Hemeroteca Digital) e uma Ação Cível de Liberdade (Fundo Tribunal da Relação/APMT). Os documentos que fazem parte do “Guia de Fontes para Professores” foram selecionados levando em consideração a resistência e cultura africana e afro-brasileira escravizada na luta para a conquista da liberdade. O trato com as fontes históricas dependerá dos objetivos traçados por cada professor durante o seu planejamento escolar. A dissertação se estrutura em três capítulos e o produto. O primeiro foi denominado de “Documentos Históricos para o Ensino de História e as Relações Étnico-Raciais”, que discute sobre a importância do uso de documentos históricos para o ensino de História. Essa discussão está ancorada na historiografia que trata sobre o ensino de História. Outros pontos discutidos referem-se ao uso de documentos no ensino de História e as relações étnico-raciais; a participação do Africano e Afro-brasileiro na formação da sociedade brasileira do século XIX e a valorização da diversidade africana e afrobrasileira na História Local e Regional. No segundo capítulo, “A Província de Mato Grosso: Africanos e Afro-brasileiros”, será discutido sobre a participação dos africanos e afro-brasileiros na formação da Província de Mato Grosso. Em seguida, consta a abordagem sobre a presença do africano e afro-brasileiro escravizado na composição populacional do município de São Luiz de Cáceres e algumas das atividades que esses sujeitos desenvolviam no município. Para a elaboração do guia, que corresponde ao produto, o primeiro passo foi fazer o levantamento de fontes históricas existentes no site da Biblioteca Nacional, em busca de jornais do século XIX, que circularam em São Luiz de Cáceres; mas somente foi trabalhado um único periódico, O Atalaia, publicado na década de 1880, nessa mesma cidade. Nele, foi encontrado anúncios de venda de uma escrava e sobre um homicídio cometido também por uma cativa. Foram realizadas pesquisas nos Livros de Notas do Cartório do 1º Ofício existentes no Núcleo de Documentação de História Escrita e Oral/UNEMAT e, também, foram analisadas Escrituras ou Cartas de Liberdade passadas pelos senhores proprietários para escravos e escravas moradores do município de São Luiz de Cáceres. Outro documento trabalhado foi a Ação Cível de Liberdade, transcrita do acervo do Tribunal da Relação de Cuiabá, pertencente ao Arquivo Público Estado de Mato Grosso. Essa ação é de 1877, trata-se da luta da escrava africana Joaquina Mendes Malheiros, moradora de Cáceres, durante o difícil e embaraçoso processo de liberdade.
Palavras-chave
Ensino de História; Guia de Documentos; Escravidão Africana e Afro-Brasileira
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Dissertação
Autor Título da Dissertação Ano Orientador Instituição
MARCOS SERAFIM DUARTE A PRESENÇA DE ALUNOS INDÍGENAS PARESÍ NO CENTRO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS ANTONIO CASAGRANDE EM TANGARÁ DA SERRA-MT (2009-2016): IMAGENS DO COTIDIANO PARESÍ NO ENSINO DE HISTÓRIA 2018 REGIANE CRISTINA CUSTÓDIO UNEMAT
Resumo
Esta dissertação de mestrado foi produzida no âmbito do Programa de Mestrado Profissional de Ensino de História, da Universidade do Estado de Mato Grosso e tem sua motivação na minha atuação como professor do Centro de Educação de Jovens e Adultos Antonio Casagrande que recebe, dentre outros alunos, jovens e adultos indígenas Paresí para se escolarizarem. O objetivo da dissertação é compreender as relações sociais e de aprendizagem estabelecidas no interior da escola, bem como o movimento migratório temporário dos indígenas jovens e adultos para a cidade de Tangará da Serra-MT em busca de escolarização. A metodologia inicialmente utilizada foi a análise dos seguintes documentos: Atas de Resultados finais com o levantamento dos alunos indígenas matriculados entre 2009 e 2016, Projeto Político Pedagógico do CEJA, Regimento Escolar e Projetos Pedagógicos em execução na escola. Foram realizadas entrevistas com alunos, ex-alunos, professores do CEJA e professores da educação escolar indígena sob a orientação da história oral. Foram elaborados questionários prévios e para todos os entrevistados foi solicitado a assinatura do Termo de Consentimento Informado e Esclarecido, com informações sobre a pesquisa. O recorte temporal (2009 a 2016) teve como critério o início do funcionamento do CEJA. A seleção desse período se deu porque a escola funcionou na modalidade presencial com matrículas trimestrais e por área do conhecimento, recebendo significativo número de alunos indígenas Paresí. Esse também foi foi o período que atuei na escola como professor de história. O período pesquisado está inscrito na história do tempo presente que se preocupa com temáticas de um tempo cronologicamente próximo da atualidade. São utilizados três conceitos teóricos chave para compreender as relações estabelecidas entre os alunos indígenas, não indígenas e educadores, e também na compreensão do movimento migratório em busca de escolarização urbana, por parte dos jovens e adultos indígenas Paresí. Foram fundamentais os conceitos de “Hibridismo Cultural” de Homi K. Bhabha, em que o autor considera as estratégias de adaptação a um novo contexto cultural; “Índio Misturado” de João Pacheco de Oliveira, que chama a atenção à negativação desse termo porque considera que ele remete a perda de identidade, uma vez que o indígena no meio urbano tem frequentemente contato com outras culturas; e, por último, o conceito de “Fronteira Étnica”, de Fredrik Barth, que nos informa sobre distinções étnicas, as interações entre elas e a manutenção dos traços culturais específicos de cada etnia. Os resultados da pesquisa evidenciaram que no período pesquisado foram identificadas 41 matrículas para 57 alunos, com passagens por curtos e interruptos períodos no CEJA, marcados por reprovações e desistências e esta avaliação necessita ser compreendida considerando os aspectos culturais da etnia Paresí. Os alunos Paresí inicialmente procuram escolas localizadas na região central da cidade e vão para o CEJA devido a terem atingido a idade de 15 anos para o Ensino Fundamental e 18 anos para o Médio. A procura pela escolarização urbana está relacionada à necessidade de maior domínio da cultura não indígena, principalmente da língua portuguesa. A estada deles no CEJA é marcada por invisibilidade, preconceito e até mesmo bullying, por parte dos não indígenas. Eles permanecem na escola o tempo necessário para aprimorar os conhecimentos da língua portuguesa e isto não tem nenhuma relação com o calendário escolar. A pesquisa demonstrou, que o retorno dos indígenas para as aldeias está diretamente relacionado à aprendizagem da língua portuguesa, às dificuldades de convívio na cultura urbana e as dificuldades financeiras enfrentadas pelos pais dos jovens estudantes para manterem os filhos na cidade
Palavras-chave
ProfHistória. Ensino de História, Indígenas Paresí. Educação de Jovens e Adultos. Escolarização indígena urbana
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Dissertação