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Lista das dissertações dos alunos do ProfHistória



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Foram encontrados 408 registros

Autor Título da Dissertação Ano Orientador Instituição
LORENA MARQUES DAGOSTINBUCHTIK TEMPO, EVIDÊNCIA E HISTORICIDADE NO LIVRO DIDÁTICO E A APRENDIZAGEM HISTÓRICA 2018 AILTON JOSÉ MORELLI UEM
Resumo
Na prática diária, o ensino de História, muitas vezes, é entendido como algo estático e distante da realidade do aluno. Por isso, ensinar mais que conteúdos é um desafio para todos os docentes de História atualmente. Pretende-se neste trabalho compreender como estão dispostos os conceitos de tempo e evidência no livro didático, conceitos esses essenciais para a construção da aprendizagem científica sobre o passado humano. Neste estudo, priorizou-se o trabalho descritivo e qualitativo mediante análise das cinco coleções mais vendidas pelo Plano Nacional do Livro Didático – PNLD – de 2017, que contava com catorze coleções disponíveis à escolha dos professores de História da rede pública de ensino. O recorte foi estabelecido por corresponder a aproximadamente 76% de toda a vendagem do edital, que disponibilizou livros para a segunda etapa do ensino fundamental (6º ao 9º ano). Na análise das coleções, foram selecionadas para identificação as categorias temporais de simultaneidade, ordenação, sucessão, duração, continuidade/ruptura, passado/presente e cronologia. Sobre a evidência, foram identificadas e analisadas a forma como estão apresentadas nas coleções e como se cumpre sua função. A partir dos dois conceitos, refletiu-se a respeito do sentido histórico disposto nos materiais, bem como sobre sua relação com a realidade do aluno. Os resultados encontrados mostram a ausência de profundidade no tratamento do tempo e da evidência, apresentando muitos textos com conteúdos e o uso de evidências históricas como provas e não indícios. Nos resultados sobre a temporalidade, observou-se que as coleções apresentam de forma deficitária as categorias temporais investigadas. Por meio da análise, percebeu-se a necessidade de o professor saber identificar e superar as deficiências presentes nas coleções. Também se espera que as editoras concebam novos livros didáticos abordando de forma eficaz os conceitos apresentados, para, assim, dar ao professor novas possibilidades para cumprir o que é pedido pelos editais governamentais. Como referência para o ensino da disciplina, buscou-se escritos de Paulo Freire e Jörn Rüsen e de autores da área da Educação Histórica, como Peter Lee, Isabel Barca e Rosalyn Ashby. Para a concepção de evidência, foram aproveitados os trabalhos de E.P. Thompson e de Ana Catarina Simão. O conceito de tempo foi baseado nos escritos de Fernand Braudel e ReinhartKoselleck. Sobre a história do ensino de História e sobre o livro didático de História buscou-se os fundamentos em Eliane Mimesse Prado, KazumiMunakata e Luis Fernando Cerri. Como produto final, além desta dissertação, foram produzidas videoaulas para professores disponíveis na plataforma on-line de vídeos YouTube em um formato de minicurso. A proposta dos vídeos foi permitir que docentes da disciplina possam refletir sobre sua prática docente, entender as limitações das coleções didáticas e fomentar a escolha consciente das coleções didáticas disponibilizadas pelas editoras e pelo governo federal.
Palavras-chave
Ensino de História; Livro Didático; evidência; Tempo; Historicidade.
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Dissertação
Autor Título da Dissertação Ano Orientador Instituição
VANIA DE LIMA. PROPOSTA DE AULA-OFICINA PARA O ENSINO DE HISTÓRIA LOCAL NO ENSINO FUNDAMENTAL - LONDRINA 2018 2018 MÁRCIA ELISA TETÉ RAMOS UEM
Resumo
A pesquisa explora alternativas para o estudo da História Local em sala de aula, tendo como referência a Cidade de Londrina e considerando alunos do 7º ano do Ensino Fundamental. Partimos da concepção de que a cidade se configura como um “laboratório histórico”, onde é possível ter acesso às narrativas históricas sobre a mesma, que se apresentam em forma de homenagens, monumentos, museu, ícones, arquitetura, etc. Para além dos indícios, geralmente tidos como fontes históricas por trazerem embutidas a passagem do tempo histórico, como casas e prédios antigos ou fontes como revistas, jornais, mapas antigos, etc., a cidade conta sua história em determinados espaços: na praça, em um shopping, no portal da cidade. No caso de Londrina, Estado do Paraná, esta narrativa histórica presente no espaço da cidade edifica determinados grupos e personagens em detrimento de outros. Busca-se discutir esta temática em sala de aula, propondo a Aula-Oficina, em que se constrói o conhecimento histórico através do princípio investigativo. Sendo assim, iremos investigar a narrativa contida especificamente no Museu Histórico Carlos Weiss, na cidade de Londrina, com alunos do sétimo ano do Ensino Fundamental, buscando evidenciar, principalmente, a questão do pertencimento àquela narrativa. Submetendo os alunos à uma visita ao museu para que identifiquem esses traços de pertencimento e possam, por fim, construir a sua própria narrativa, na qual seja possível identificá-lo. A proposta que se apresenta é a Aula-Oficina para o ensino de História Local.
Palavras-chave
Ensino de História; História Local; História da cidade; Aula-Oficina.
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Dissertação
Autor Título da Dissertação Ano Orientador Instituição
FÁBIO DE OLIVEIRA CARDOSO O ENSINO DA HISTÓRIA E CULTURA INDÍGENA NO ENSINO MÉDIO DO COLÉGIO ESTADUAL TÂNIA VARELLA FERREIRA 2018 ISABEL CRISTINA RODRIGUES UEM
Resumo
O presente trabalho foi desenvolvido com o objetivo de estudar os conhecimentos da história e cultura indígena no Ensino Médio do Colégio Estadual Tânia Varella Ferreira – E.F.M. Os debates teóricos de Silva A. (2013) e Silva G. (2015) sobre o histórico da conquista e os desafios enfrentados na obrigatoriedade da Lei nº 11.645/2008 nos possibilitaram pesquisar a função da equipe multidisciplinar e repensar o ensino dessa temática na seleção dos conteúdos no contexto das DCEs (2008), contempladas na proposta curricular de história – ensino médio/2012 e nos planos de trabalho docente de história no período 2009 a 2017. Prosseguiu-se, segundo Almeida (2010) e Oliveira (2016), com críticas à visões da antropologia, à historiografia tradicional e às novas perspectivas sobre os índios na história do Brasil que serviram para as análises das transformações e permanências nos livros didáticos da coleção Novo olhar história de autoria de Pellegrini; Dias e Grinberg (2013), com base no PNLD/2015, afim de que pudéssemos aferir em que medida a Lei nº 11.645/2008 vem sendo atendida nessa coleção, bem como sua incidência na formação dos conhecimentos escolares dos alunos. Ancorados nos estudos de Minayo (2016), Barca (2017), Rüsen (2007) e Ramos (2013) levantamos com os alunos de 3º ano do Ensino Médio os conhecimentos prévios por meio de questionário sobre a história e cultura indígena. Os resultados demonstram que eles aprenderam e conhecerem aspectos da história e cultura dos povos indígenas da América entre eles: os Asteca, Maia e Inca e as populações indígenas do Brasil Kaingang, Guarani, Yanomami, Xavante e Tupinambá e identificaram elementos da herança cultural adquirida desses povos no Brasil. Os dados serviram de parâmetro para elaboração da intervenção pedagógica da unidade didática: Os saberes da história e cultura indígena Kaingang e Guarani no Paraná, suprindo as falhas e as dificuldades de aprendizagem com novos conceitos e conhecimentos. Com os aportes teóricos de Barca e Gago (2004), Schmidt (2005, 2008), fizemos as análises das narrativas criadas pelos alunos que apresentaram as categorias de compreensão gradativa com aspectos dos povos indígenas da América, Brasil e Paraná, às vezes, narradas com fragmentos narrativos, de maneira restrita à compreensão da fonte e materiais didáticos e de compreensão global das mensagens transmitidas. Dessa forma, o material didático produzido será disponibilizado para o colégio com a possibilidade de ser trabalhado em sala de aula.
Palavras-chave
Ensino de História; Lei nº 11.645/2008; Conhecimentos Prévios; Livro didático; História Indígena
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Dissertação